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Qual é a diferença entre jus solis e jus sanguinis?

Qual é a diferença entre jus solis e jus sanguinis?

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Recentemente, o senegalês Khaby Lame, considerado o tiktoker mais famoso do mundo, foi reconhecido como italiano pelo princípio Jus Solis. Já os dois filhos de Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro pediram o reconhecimento de dupla cidadania por Jus Sanguinis.

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Você sabe qual é a diferença entre os processos de Jus Solis e Jus Sanguinis na solicitação  da cidadania italiana?

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É importante dizer que ambos os processos envolvem um conjunto de regras para que os países determinem se um cidadão tem ou não o direito à cidadania.

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Cada país é responsável por instituir suas próprias regulamentações para o processo de cidadania, facilitando ou restringindo o acesso dos imigrantes aos direitos de permanência em seu território.

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Atualmente, cerca de 30 milhões de brasileiros descendentes de italianos são potenciais candidatos à cidadania italiana – quase 15% da população do Brasil tem condições de obter este vínculo político com a Itália.

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É comum que os nomes e tipos de processos gerem confusão a quem deseja ter a cidadania italiana reconhecida, e pode ser que você esteja se perguntando quais as diferenças entre eles.

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Em função disso, preparamos um artigo completo sobre os formatos de processo Jus Solis e Jus Sanguinis para solicitar a cidadania italiana.

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Jus Solis: o direito de solo

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Em tradução literal, jus solis deriva do latim e significa “direito de solo”, ou seja, o princípio considera, no pedido de cidadania, a origem do requerente, garantindo ao indivíduo o direito à nacionalidade do lugar onde nasceu e permaneceu por determinado período.

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Esse processo tem muitas aplicações. Os benefícios de ser um cidadão Italiano pelo direito de solo é concedido também, por exemplo, aos cidadãos que já residiram por um período mais longo na Itália ou  aos imigrantes que tiveram filhos nascidos neste território.

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Há vários casos específicos, e todos passam pela necessidade de permanecer no solo do país por um período determinado. O mais importante é compreender que o princípio do processo de Jus Solis não exige relação sanguínea entre um italiano ascendente e quem faz o pedido da cidadania.

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Khaby Lame e o Jus Solis

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O tiktoker Khaby Lame é um jovem de 22 anos que se tornou uma celebridade no aplicativo TikTok com seus vídeos bem-humorados.

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Com mais de 150 milhões de seguidores em seu perfil oficial, o senegalês se tornou oficialmente cidadão italiano pelo processo de Jus Solis. O ocorrido se deu em setembro de 2022, com o juramento de cidadania à prefeitura de Chivasso.

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Khaby Lame nasceu em Dakar, no Senegal, mas viveu vinte e um anos de sua vida na Itália, conquistando a cidadania por meio do direito ao solo.

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Existem muitos casos de imigrantes como Khaby e sua família que, mesmo sem laços sanguíneos, têm sua cidadania reconhecida pelo tempo que moram no país.

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É preciso deixar claro, no entanto, que não é o simples fato de constituir família e ter filhos em solo italiano que permite que o processo de Jus Solis seja requerido.  Há algumas normas e restrições também.  O Jus Solis prevê, por exemplo, que, caso um casal constitua família, os filhos de imigrantes terão direito à cidadania por terem nascido em solo italiano desde que residam por pelo menos 5 anos no país.

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Outra situação em que o Jus Solis também é permitido é quando um cidadão tem uma permissão humanitária, mora e vai permanecer morando na Itália por um período determinado  por  lei.

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Os casos mais comuns que ilustram esse tipo de processo são de pessoas que, por motivos importantes, detém um permesso di soggiorno umanitario.

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Em tradução para o português, a “permissão de permanência por razões humanitárias” pode ser emitida se houver razões graves – por ocasião de conflitos, desastres naturais ou outros eventos particularmente graves em países fora da União Europeia – como proteção social em favor de vítimas de exploração.

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Cidadãos advindos de países com conflitos armados ou guerras, ao chegarem na Itália, podem solicitar uma permissão para residir no país, que é bastante aberto a  comunidades de pessoas advindas de conflitos e outras questões críticas.

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Jus Sanguinis: o direito de sangue

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Em tradução literal, o Jus Sanguinis deriva do latim e significa direito de sangue. Este é o processo que garante ao indivíduo o direito à cidadania de um país por meio de sua ascendência.

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Na Itália, quando uma cidadania é jus sanguinis, ela é permitida pelo vínculo consanguíneo. Ou seja, houve na família do requerente um italiano que imigrou e constituiu família fora do país, a partir da qual o aspirante a cidadão italiano teve origem.

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Neste caso, é importante entender que, pelo Jus Sanguinis, os descendentes dos cidadãos que vieram da Itália já nascem italianos, e, sabendo disso, precisam comprovar essa informação para que o Estado italiano reconheça seus direitos civis.

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Este é o caso dos irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro que, em 2020, solicitaram entrada na lista de espera da chancelaria consular da Embaixada da Itália para serem formalmente reconhecidos por Jus Sanguinis – visto que possuem ascendência italiana.  

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A vantagem da Cidadania Jus Sanguinis

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Os descendentes de italianos que querem provar a linha sanguínea para ter direito à cidadania têm algumas vantagens. Isso porque eles não precisam residir em solo para o processo judicial de reconhecimento.

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O fato da cidadania estar ligada ao sangue italiano, que alcança imigrantes e suas descendências, é que dificulta que a legislação italiana barre esse direito. Assim, o direito sanguíneo é a garantia de diversos brasileiros de alcançarem a cidadania italiana.

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Nesse sentido, mesmo quando há debates acerca de famílias que garantiram o direito à cidadania há muitos anos, o princípio sanguíneo é tão sólido que não costuma ser questionado por novas leis.

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A demanda de Cidadania Italiana no Brasil

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Dados do Portal R7 confirmam que o Brasil está entre os países com maior potencial de pedidos de cidadania em outros países. Com 530 mil cidadãos com cidadania italiana reconhecida, o Brasil é o quarto país com mais cidadãos italianos reconhecidos fora do território italiano.

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O número de brasileiros que moram na Itália também tem aumentado nos últimos anos. Em 1991 eram quase 11 mil cidadãos, em 2016, esse número chegou a cerca de 45 mil brasileiros com dupla cidadania morando na Itália.

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A demanda de solicitação de cidadania é crescente, e se você faz parte desses 30 milhões de descendentes italianos e deseja realizar o reconhecimento da cidadania italiana, não perca tempo, entre em contato com  a Simonato, nós podemos te ajudar.

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